Li um artigo da Harvard Business Review sobre sobrecarga de informação nas organizações. Comecei a leitura imaginando que encontraria sugestões para organizar canais ou reduzir o número de e-mails, mas o texto seguia por outro caminho.
O principal argumento era que o problema deixou de ser a quantidade de informação. O verdadeiro desafio é ajudar as pessoas a identificar o que realmente merece sua atenção.
Na hora, lembrei de uma situação que já vivi em diferentes clientes. Em algum momento da conversa sempre aparece a mesma preocupação: “as pessoas não estão lendo nossos comunicados.” É uma conclusão compreensível, mas talvez incompleta.
Quando praticamente todas as áreas da empresa disputam a atenção dos colaboradores ao mesmo tempo, o comportamento mais natural é criar filtros. Não porque as pessoas sejam resistentes à comunicação, mas porque simplesmente não conseguem dar a mesma importância para tudo.
Existe até um nome para isso: infoxicação. O excesso de informação faz com que percamos justamente aquilo que mais precisamos preservar: a capacidade de distinguir o que é realmente relevante.
Essa leitura reforçou uma ideia que tenho amadurecido nos últimos meses. Talvez o papel da Comunicação Interna não seja apenas garantir que as mensagens sejam enviadas. Talvez seja ajudar a organização a fazer melhores escolhas sobre o que merece ser comunicado, para quem e em qual momento.
Para fechar, aproveito para te perguntar: estamos preocupados em produzir mais comunicação ou em proteger a atenção das pessoas?
Até a próxima leitura.









